• Publicado em 13/12/2011

    Conhecendo o Rio a pé

    Conhecendo o Rio a pé

     

    O projeto Conhecendo o Rio a Pé, que oferece roteiros culturais e ecológicos em todas as regiões da cidade, lançou sua programação de fim de ano, nas escadarias da Câmara Municipal, na Cinelândia, centro do Rio. Até o dia 29 de dezembro, moradores da capital fluminense e da região metropolitana poderão conhecer de perto aquilo que lhes passa despercebido em seu dia a dia agitado: o imenso patrimônio histórico, cultural e arquitetônico da área central da cidade. Serão oito roteiros gratuitos, realizados às terças-feiras, quintas-feiras e sábados, a partir das 13h, com duração média de quatro horas.

    Iniciado em 1996 pela Riotur, empresa de turismo da prefeitura carioca, o projeto passa a ser desenvolvido a partir de agora pela Associação dos Amigos da Zona Oeste (AZO), com o apoio do órgão municipal. Os percursos escolhidos abrangem locais como a Cinelândia, a Ladeira da Misericórdia, as praças XV de Novembro, Tiradentes e Mauá, o Largo de São Francisco, o bairro da Lapa, o Passeio Público, o Morro da Conceição, e os centros culturais próximos à Candelária, como o do Banco do Brasil (CCBB), a Casa França-Brasil e o Espaço Cultural da Marinha.

    De acordo com o coordenador do Conhecendo o Rio a Pé, Ivo Carvalho, a programação do próximo ano será divulgada no final de dezembro, mas alguns passeios já estão definidos, todos na zona oeste da cidade. “ O Sitio Burle Marx, o Museu Casa do Pontal e a casa de verão da família imperial em Santa Cruz estão na nossa lista”, disse.

    O número de participantes de cada roteiro é limitado em 30 pessoas. Segundo Ivo Carvalho, “a limitação é necessária para que não se perca a qualidade da informação transmitida pelos guias nos passeios.

    As inscrições podem ser feitas por meio de e-mail azo1@ig.com.br ou pelos telefones (21) 2394-2151. (21) 7716-4415 E (21) 9142-8529.

     

    Companhia de teatro brasileira convidada para ir a Londres

    Um espetáculo inédito, concebido a partir dos grandes dramas históricos de William Shakespeare, teve a sua estréia no cenário histórico do Arquivo Nacional, no centro do Rio de Janeiro. Serão 16 apresentações até o dia 19.

    Depois, após curta temporada carioca, a peça “Penso Ver o Que Escuto”, realização da Cia. Bufomecânica, com direção de Cláudio Baltar e Fábio Ferreira e dramaturgia de Oscar Saraiva, fará, em abril de 2012, a abertura do World Shakespeare Festival, em Londres. O espetáculo será o representante do Brasil em um evento que fará parte da programação cultural dos Jogos Olímpicos do próximo ano, na capital britânica.

    Para as apresentações na capital fluminense, foi montada, nos jardins internos do Arquivo Nacional, uma estrutura cênica de 1.200 metros quadrados, com palco de 15 metros de comprimento. A capacidade é para 350 espectadores. Os patrocínios da prefeitura do Rio, do Centro Cultural Oi Futuro e da Royal Shakespeare Company, de Londres, além do apoio do Arquivo, tornaram possível a temporada com ingressos gratuitos e a bem cuidada produção.

    O convite da Royal Shakespeare Company para que a montagem brasileira fizesse a abertura do World Shakespeare Festival tem origem em espetáculo anterior da Cia. Bufomecânica, Mistério Bufo, de Vladimir Maiakowski, encenado em 2009, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília e, no ano seguinte, no Oi Futuro do Rio de Janeiro. Débora Shaw, diretora da renomada companhia inglesa, assistiu à montagem e achou que o grupo representaria bem o teatro contemporâneo brasileiro.

    Para o diretor Claudio Baltar,  o belo prédio do Arquivo Nacional, datado do século 19 e com jardins rodeados de palmeiras imperiais, é o local ideal para a encenação. “Nesse espaço, estamos dentro do contexto de uma peça que fala de reis e de palácios”, comenta.

    Até o dia 19, as apresentações serão às quintas, sextas, sábados e segundas, às 20h, e aos domingos, às 19h. As senhas de acesso ao espetáculo serão distribuídas duas horas antes do início da peça. O Arquivo Nacional fica na Praça da República, centro do Rio de Janeiro.

     

    Obra inédita com textos de autores negros do século 18 até os dias de hoje

    Foi lançada no Rio, uma coletânea inédita sobre a literatura de afrodescendentes no Brasil. A obra é resultado de dez anos de pesquisas. O evento também contou com uma homenagem póstuma ao ativista, professor, escritor e poeta Abdias Nascimento, que morreu este ano.

    De autoria dos professores de literatura Eduardo de Assis Duarte, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Maria Nazareth Soares Fonseca, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais, a coletânea Literatura e Afrodescendência no Brasil: Antologia Crítica reúne, em quatro volumes, textos de 100 escritores negros, do século 18 aos dias atuais. Cada um dos textos é acompanhado de um estudo crítico feito por 61 pesquisadores de 21 universidades brasileiras, além de seis estrangeiras.

    O primeiro volume é dedicado aos chamados precursores, abrangendo o período que vai do século 18 aos nascidos até à década de 1920 do século 20. O segundo, Consolidação, abrange os escritores nascidos nas décadas de 30 e 40; e o terceiro, Contemporaneidade, é dedicado aos que nasceram a partir de 1950 e publicaram seus primeiros textos nas últimas décadas do século passado e na primeira do século 21. O quarto volume da antologia contém depoimentos de Abdias Nascimento e outros escritores, além de artigos em que se discute a pertinência do conceito de literatura afro-brasileira.

    “É a primeira vez que é feito esse levantamento e, desses 100 escritores, aproximadamente dez são os mais conhecidos, como Machado de Assis, Cruz e Souza e Lima Barreto, e, entre os contemporâneos, Nei Lopes, Joel Rufino dos Santos e Muniz Sodré”, relata o professor Eduardo de Assis Duarte. “A grande maioria, no entanto, são autores pouco divulgados, pouco conhecidos, principalmente dentro dos manuais de história da literatura brasileira”, acrescenta.

    Segundo Duarte, a expectativa é a de que a publicação da antologia “jogue uma luz sobre autores até agora desconhecidos, como Maria Firmina dos Reis, do século 19”. Ele considera que há um ponto comum entre vários autores de diferentes épocas, que é a necessidade de recuperar a história do negro no Brasil.

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    • 2 Comentários recebidos

      • Em 14/12/2011, ricardo carvalho escreveu:

        Meu caro, se incluírem o Largo de São Francisco nesse roteiro, vão passar vergonha. A lateral da igreja é uma cloaca só. Urina, fezes e moradores de rua convivem ali de forma harmoniosa. Se é para mostrar ao turista até onde vai a capacidade do ser humano de se autodestruir, tudo bem, caso contrario...

      • Em 18/01/2012, Alex Berg escreveu:

        Já participei de diversas caminhadas até de madrugada dos Roteiros Geograficos do Rio da UERJ. Eu recomendo www.roteirosdorio.com (21) 88717238 O Rio é realmente uma Cidade Maravilhosa e própria para estes tipos de eventos. Alex Berg

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