- Publicado em 21/02/2012
Eike ultrapassa Steve Jobs
Marcos Palmeira revive o advogado mulherengo em "Mandrake"
Para Anna Virginia Ballousier, da Folha de S. Paulo, existem coisas que o tempo não muda. Mandrake ainda gosta de charutos, mulheres e mistérios. Não necessariamente nessa ordem. Para todas as outras existe licença poética. Cria dos anos 60, o mais célebre personagem de Rubem Fonseca foi catapultado ao século 21 em histórias dirigidas por José Henrique, filho do escritor.
Depois de 13 episódios (2005-2007), Marcos Palmeira revive o advogado criminalista que dá nome a uma das primeiras parcerias da HBO com a TV brasileira. Mas Mandrake, o personagem, já não é mais o mesmo. Volta ao ar cabisbaixo, cabeludo e barbudo, patinando pela sarjeta com os dois pés na jaca. Após se apaixonar por uma cliente, "está falido e em crise com o sócio [Luís Carlos Miele], de saco cheio do trabalho", diz Palmeira.
"Mandrake", a trama, é outra que sofre mudanças. Estreou como série, mas será contada agora em dois telefilmes, previstos para o segundo semestre. O jeitão de cinema continua, mas em digital, em vez de película. "A imagem é mais sedutora, colorida e gostosa", diz o diretor.
O mercado também mudou. Para melhor. De 2005 para cá, o número de assinantes da TV paga triplicou. Hoje, já são quase 13 milhões. "Deve ser o dia mais quente da época mais quente do ano", exaspera José Henrique. E o lugar não é dos mais agradáveis: nesta tarde de janeiro, atores estão de preto, num cemitério do Rio, onde rodam a mesma cena uma, duas, dez vezes. Enterros reais acontecem por perto.
Fichinha para o engravatado Palmeira, que lembra de sufocos maiores. Como filmar "O Homem que Desafiou o Diabo" (2007) no sertão nordestino. De calça de couro.
Na trama, Mandrake só recupera a autoestima (e o visual bonitão) após ganhar novo caso -- que vai misturar ricaços, adultérios e o lado "trash" da Copacabana para maiores de idade.
Para Palmeira, os telefilmes resgatam o submundo visceral de Rubem Fonseca. Um universo "ultracarioca" com permissão para "aloprar", ao contrário da TV aberta.
Em "Mandrake", fuma-se maconha, fala-se grosso e faz-se sexo grupal.
Nenhum espanto para quem está acostumado com a literatura de Rubem. O diretor garante que seu pai, o autor recluso, aprova a adaptação para os anos 2000, em que Mandrake fala com a amante (Érika Mader) por Skype.
Sob o solzão do Rio, José Henrique brinca: "Adoro sombra, cara! Quero mais é ficar na sombra do meu pai".
Eike Batista ultrapassa Steve Jobs; veja ranking de biografias
No quesito biografia, o empresário Eike Batista conseguiu desbancar o americano Steve Jobs (1955-2011). "O X da Questão", autobiografia do brasileiro, é o título do gênero mais vendido na Livraria da Folha em 2012. O volume tirou a coroa de "Steve Jobs", escrito por Walter Isaacson, dono do primeiro lugar no ano passado.
Na esteira dos bilionários, vem a história da presidente Dilma. "A Vida Quer É Coragem" foi escrita pelo jornalista Ricardo Batista Amaral e conta toda trajetória da mulher mais poderosa do país, incluindo seus anos de militância na luta armada.
Ponto para o verdão. O quarto lugar está com um dos maiores ídolos da torcida palmeirense. "São Marcos de Palestra Itália", de Celso de Campos Jr., conta a vida do goleiro Marcos, que deixou sua marca na história do clube paulista.
Na quinta posição está "Adele", do especialista em celebridades Chas Newkey-Burden. O livro conta detalhes da vida e da personalidade da bela e carismática cantora e narra sua trajetória da infância até a fama.
O cálculo tem como base o período de primeiro de janeiro a 17 de fevereiro de 2012.
Museu do Meio Ambiente será reaberto para a Rio+20
Com apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 5,1 milhões, o Museu do Meio Ambiente será reaberto ao público, em junho deste ano, para a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio+20).
Os recursos serão aplicados na instalação da infraestrutura para os programas educativo, museográfico e de divulgação científica do museu, que fica no Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ). Esses programas funcionarão no primeiro pavimento, em uma área de 400 metros quadrados. No segundo piso, serão apresentadas exposições temporárias.
Com os R$ 5,1 milhões, serão feitas intervenções que vão desde a concepção geral do museu, implantação do site e aquisição de mobiliário e de equipamentos de informática até a elaboração de material educativo e treinamento de equipes de monitores e instrutores.
A coordenadora do museu, Lídia Vales, da Associação de Amigos do Jardim Botânico, destaca que no programa educativo, por exemplo, estão sendo desenvolvidos jogos gigantes para crianças, com conteúdos ambientais. Na divulgação científica, o software Fórum de Debate permitirá ao público discutir temas relacionados ao meio ambiente.
“Isso é superimportante, porque o museu pretende exercitar um diálogo com a sociedade. Ele vai fazer isso por meio dos seus programas. A gente quer esse diálogo, fazer esse canal de comunicação com a sociedade sobre as questões ambientais, mas também não é só falar em mão única. Tem que ter mão e contramão. A gente também quer ouvir a sociedade”, ressalta Lídia.
O projeto tem ainda um cunho social. Segundo a coordenadora, os recursos do BNDES propiciarão a integração ao museu de um programa de apoio do Jardim Botânico para jovens de baixa renda. “Nós vamos trazer, em conjunto com esse programa, esses jovens e remunerá-los para eles serem o apoio aos monitores e a toda a operação do museu.”
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Sobre o autor deste artigoLuiz Antonio Mello - Cultura
Jornalista, radialista, produtor musical e escritor. Trabalhou nas rádios Federal, Tupi e Jornal do Brasil. Criou, juntamente com Samuel Wainer Filho, o projeto "Maldita", na Rádio Fluminense FM. Foi colunista ainda dos jornais O Pasquim, Jornal do Brasil, Opinião, Folha de Niterói e O Estado de S. Paulo. Foi diretor de criação da Tech & Midia Comunicação Integrada, cronista dominical de O Fluminense, editor de cultura da revista Caffè Magazine e cronista do jornal International Magazine. Artigos mais recentes do autorPrimavera árabe no Rio"A criação" do Theatro MunicipalO lado desconhecido de PixinguinhaCinema brasileiro homenageado em CannesOs problemas da tradução simultâneaBíblia é o livro mais lido pelo brasileiroO início, o fim e o meioGal Costa renovadaPrêmio Shell consagra novos talentosNoel Rosa em Niteroi Todos os artigos deste autor


Em 21/02/2012, Haroldo Lago escreveu:
Eike Batista. O senhor 'X'. Mais uma 'personalidade da mídia'. Esse picareta não passa de laranja de papai Eliézer. Será que consta em sua biografia as maracutaias do papaizinho frente à Vale? Claro que não! Eliézer é um santo e seu rebento é um mago. Jobs foi investigado pelo FBI e acabou recusado para um carguinho de quinto escalão. Esse daí, pelo andar da carruagem, vai acabar sendo ministro.
Em 21/02/2012, Xico Júnior escreveu:
Eike Batista, pela ambição e deslumbramento em ser o "homem mais rico do mundo", como ele próprio anunciou, creio não passa pela sua cabeça ser ministro, pois tal cargo não poderá montar as maracutáis dos leilões promovido, oportunisticamente, pela Petrobrás. Através da su "holding" EBX, ele comando mais seis ou sete empresas, inclusive a que mais fatura que é a OGX (petróleo) com licitações manipuladas para que ele, Eike Batista, seja sempre o vencedor. Esse filho do Eliezer Batista, que enriqueceu com a "Vale do Rio Doce" e que jamais vendeu seguro de porta em porta como costuma dizer, engando - ele é um baita mentiroso que quer valorizar um talento que não tem: o de empreendedor - só está bilionário graças as tramóias e nefociatas nas licitações que envolvem a Petrobrás: ele não tem riscos, pois só negocia papéis. Esse Eika Batista, juntamente com Daniel Dantas, já deveriam há muito estarem atrás das grades, se no BRASIL HOUVESSE JUSTIÇA E UM SUPREMO ISENTO DE QUALQUER SUSPEITA.
Em 23/02/2012, Alamar Régis Carvalho escreveu:
Essas pessoas que fazem essas acusações ao Eike Batista tem segurança total no que estão dizendo? Seriam capazes de juntar documentos num processo judicial, para provarem o que estão dizendo? Se dispõem a isto? Eu faço este questionamento porque, como brasileiro, eu também gostaria de conhecer a Verdade, mas a verdade VERDADEIRA. Ou será que é mais um processo de inveja? Falar desta forma, sobre alguém, com firmeza e segurança para dizer "falo em provo em qualquer instância" é uma coisa, tecer comentários por não terem ido com a cara o cidadão, com base no ouvi dizer é outra totalmente diferente. Que entremos numa nova era de pedir provas à todos aqueles que se dispõem a atacar quem faz sucesso.
Em 23/02/2012, Haroldo Lago escreveu:
Minha nossa! E o picareta ainda encontra quem o defenda?! Palo amor de deus! Informe-se amigo.