- Publicado em 10/01/2012
Filme sem palavras
Com estreia prevista para o dia 20 deste mês em cinemas de todo o país, o documentário A Música Segundo Tom Jobim mostra a trajetória do compositor brasileiro, autor de obra mundialmente reconhecida como uma das mais importantes da música popular do século 20. Concebido com base na música do “maestro soberano”, com imagens em movimento e fotográficas – não há uma palavra sequer no filme - o documentário tem na direção um dos mais importantes cineastas brasileiros, Nelson Pereira dos Santos, em parceria com a neta de Tom, Dora Jobim.
A decisão de trabalhar unicamente com o acervo de fotos e filmes da família do compositor e os arquivos obtidos pelo pesquisador Antonio Venâncio foi do diretor de Vidas Secas e Memórias do Cárcere, entre mais de 20 filmes premiados. “Vi que em cada imagem havia outra história, e mais outra. Era uma história dentro da outra, contando tudo por meio da música”, disse o cineasta, ao explicar que o material podia, por si só, mostrar a trajetória de Antônio Carlos Jobim (1927-1994).
Com experiência na área dos DVDs musicais, Dora Jobim, que divide a direção com Nélson, foi responsável pelo levantamento extenso do acervo fotográfico e de imagens da viúva de Tom, Ana Jobim. O resultado é uma sucessão de imagens do próprio compositor e de cantores brasileiros e estrangeiros, em interpretações de clássicos do repertório jobiniano.
São mais de 40 nomes interpretando as canções de Jobim ao longo dos 90 minutos do documentário. Entre os brasileiros estão Elizeth Cardoso, Maysa, Elis Regina, Nara Leão,Gal Costa, Nana Caymmi, Miúcha, Adriana Calcanhoto, Agostinho dos Santos, Vinicius de Morais, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Paulinho da Viola e Carlinhos Brown. A relação de intérpretes internacionais inclui nomes como Frank Sinatra, Judy Garland, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Errol Garner, Henri Salvador e as contemporâneas Diana Krall e Jane Monheit.
Produção da Regina Filmes, o documentário tem roteiro assinado pelo próprio Nelson Pereira dos Santos, juntamente com a cantora Miúcha. A direção musical ficou a cargo do filho de Tom, o também músico Paulo Jobim.
Cultura: incentivar leitura e ampliar investimentos são prioridades para 2012
O governo federal vai executar até dezembro uma série de projetos na área cultural. O ministro interino da Cultura, Vítor Ortiz, disse à Agência Brasil que o principal deles é construir pelo menos 400 praças culturais em todo o país, além de estimular a leitura, ampliar os investimentos em artes visuais, dança, teatro, música e melhorias na infraestrutura das casas de espetáculos.
No primeiro semestre deste ano, será lançado o programa do Livro Popular. A proposta é pôr em prática medidas que levem ao barateamento do preço do livro para que fique em torno de R$ 10. Na prática, o projeto deverá envolver bibliotecas, editoras e parcerias dos governos federal e estadual. O texto ainda está em elaboração pelo Ministério da Cultura, mas até o final deste mês segue para o Palácio do Planalto.
O mesmo tempo, serão lançados programas de incentivos à leitura. “Queremos mostrar os aspectos positivos da leitura a todos os segmentos da sociedade. Aí será unido o gosto pela leitura e o bom preço dos livros”, disse o ministro interino.
A determinação de ampliar o prazer cultural inclui a construção de 400 praças de esportes e cultura em todo o país. O projeto começou em 2011, mas este ano foi ampliado. O objetivo é que esses locais sirvam de incentivo para as crianças, adolescentes e jovens em comunidades carentes.
“Estamos planejando um ano de muitas ações, executando alguns projetos que estão em curso e outros que serão lançados ao longo do ano. A orientação é para trabalhar e estimular a valorização do que chamamos de economia criativa que envolve a compreensão de que aplicar em cultura é gerar emprego e movimentar o setor econômico do país”, destacou Ortiz.
Com a determinação de mudar a mentalidade em relação à cultura, o ministério prepara o programa Economia Criativa. Nele, os investidores terão informações sobre como aplicar em cultura pode gerar lucros e valorizar o potencial da economia brasileira. “É importante esclarecer e mostrar como o processo funciona. É nisso que estamos trabalhando”, disse.
Em parceria com os estados, o governo decidiu apoiar a construção e a reforma de teatros. Os investimentos iniciais são para a construção do Teatro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa), no Rio Grande do Sul, e das restaurações dos prédios do Teatro de Natal, no Rio Grande do Norte, e do Teatro Brasileiro da Comédia, em São Paulo.
Os projetos organizados pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), a ampliação de pontos culturais inseridos no Plano Nacional de Cultura – que reúne 53 metas que devem ser executadas até 2020 – e a divulgação de editais para a implementação de trabalhos de artes visuais, teatro, música, fotografia e dança também estão na relação das prioridades do governo até o final deste ano.
Festival Internacional de Artes de Brasília reúne atrações nacionais e estrangeiras
Começa hoje (4) o 1° Festival Internacional de Artes de Brasília (Festiarte), que será realizado em vários locais da cidade. Entre as atrações estão os cantores Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Ney Matogrosso, Milton Nascimento e Vanessa da Mata, além de grupos estrangeiros, como o Circo da China. A iniciativa é da Secretaria de Cultura do Distrito Federal (DF) e a programação vai até o dia 12 de fevereiro.
Os eventos têm entrada franca e serão realizados no Teatro Nacional, no Centro de Convenções, na Biblioteca Nacional, no Museu da República e no Cine Brasília. Também há atividades programadas em outras cidades do Distrito Federal.
Segundo a subsecretária de Promoções e Eventos da Secretaria de Cultura do DF, Fátima de Deus, a intenção do festival é fortalecer o mercado cultural de Brasília e possibilitar que a população tenha acesso a diferentes manifestações culturais.
"Pretendemos dar acesso à cultura de melhor qualidade para população brasileira. Será um evento anual e repercutirá nas regiões administrativas consideradas polo de cultura do Distrito Federal. São Sebastião, Taguatinga, Sobradinho e Gama vão receber uma programação diferenciada, além de shows musicais acontecerão mostras de cinema, teatro, dança, exposições, oficinas e apresentações de circo”, disse Fátima.
De acordo com a subsecretária, outro objetivo do Festiarte é difundir a cultura da capital federal, com uma programação de qualidade, fomentando , inclusive, o turismo. “Nossa praia é a cultura. Este mês queremos contaminar a população com várias manifestações culturais”, disse Fátima. A abertura dos shows será sempre feita por artistas locais.
Hoje (4), o grupo Choro Livre se apresenta na abertura do festival, às 20h, na Sala Villa Lobos do Teatro Nacional. Em seguida, canta Paulinho da Viola. Os ingressos devem ser retirados na bilheteria do teatro, hoje, a partir das 14h.
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Sobre o autor deste artigoLuiz Antonio Mello - Cultura
Jornalista, radialista, produtor musical e escritor. Trabalhou nas rádios Federal, Tupi e Jornal do Brasil. Criou, juntamente com Samuel Wainer Filho, o projeto "Maldita", na Rádio Fluminense FM. Foi colunista ainda dos jornais O Pasquim, Jornal do Brasil, Opinião, Folha de Niterói e O Estado de S. Paulo. Foi diretor de criação da Tech & Midia Comunicação Integrada, cronista dominical de O Fluminense, editor de cultura da revista Caffè Magazine e cronista do jornal International Magazine. Artigos mais recentes do autorPrimavera árabe no Rio"A criação" do Theatro MunicipalO lado desconhecido de PixinguinhaCinema brasileiro homenageado em CannesOs problemas da tradução simultâneaBíblia é o livro mais lido pelo brasileiroO início, o fim e o meioGal Costa renovadaPrêmio Shell consagra novos talentosNoel Rosa em Niteroi Todos os artigos deste autor


Em 16/01/2012, Ronaldo Chagas escreveu:
Caro Luiz Antônio,parabéns por seus exce- lentes artigos!Este documentário sobre um gigante da música popular não só do Brasil,mas do Mundo,é uma justa homenagem aos 85 anos(dia 25/01)de um artista que escreveu algumas das mais belas páginas de nossa história cultural.E bastante oportuno,num tempo em que a "Grande Mídia" só abre espaço para os Luans Santanas e Michéis Telós da vida...ABRAÇOS!!!! páginas