• Publicado em 29/11/2011

    História da repressão em São Paulo

     

    Fotografias e documentos retratando os lugares de São Paulo que foram palco de protestos e de manifestações desde o início do século passado estão em exposição no Memorial da Resistência, em São Paulo. A exposição pretende ajudar a contar a história dos movimentos de resistência no país e a refletir sobre a história política brasileira.

    “Essa exposição faz uma amostragem de lugares da memória da resistência e da repressão no estado de São Paulo. Pegamos alguns lugares referenciais como, por exemplo, a Praça da Sé, o Largo São Francisco, o Tuca [Teatro da Universidade Católica de São Paulo], o Convento dos Dominicanos e o Presídio Tiradentes”, explicou Kátia Felipini, museóloga e coordenadora do Memorial da Resistência.

    Segundo Kátia, um dos objetivos da exposição Lugares da Memória - Resistência e Repressão é fazer um inventário desses lugares em todo o estado. “Pretendemos que as pessoas pensem em lugares que elas conhecem ou já ouviram falar e reflitam em como esses lugares podem ser apropriados tanto para manifestações de resistência como contra a repressão. Acreditamos que a educação do olhar também pode evitar que muitos desses lugares sejam apropriados indevidamente. Sabemos que há lugares que são apropriados para tortura ainda hoje”, disse ela, em entrevista à Agência Brasil.

    Para a elaboração desse inventário, o Memorial da Resistência espera receber contribuições de pesquisadores, estudantes, militantes políticos e ex-presos políticos. “Os materiais de pesquisa para essa exposição estão nos arquivos e jornais. Mas a parte importante de fato é o conhecimento que as pessoas têm sobre os lugares”, acrescentou.

    Para debater temas ligados à exposição, o Memorial da Resistência vai promover um evento especial chamado Sábado Resistente. No dia 3 de dezembro, o tema será a tortura. “O Sábado Resistente vai discutir sobre a questão da tortura, que é uma coisa que permanece, é uma reminiscência. Acho que ela faz parte da história da humanidade e que, em pleno século 21, não deveria mais estar acontecendo”, disse Kátia.

    Já no dia 10 de dezembro, uma nova edição do Sábado Resistente vai debater a Comissão da Verdade.

    A exposição segue até o dia 18 de março de 2012. O Memorial da Resistência funciona de terça-feira a domingo, das 10h às 17h30. Mais informações podem ser encontradas no site Clique aqui

    Finep abre novo espaço para o teatro com preços populares no Rio

    O Espaço Cultural Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) , no Rio de Janeiro, diversifica sua atividade e inaugurou a série Finep Encena. A proposta é oferecer teatro a preços populares, em um local que já se tornou referência no calendário cultural da cidade, com sua programação gratuita de música erudita, choro, jazz e MPB.

    A estreia é o clássico Romeu e Julieta, de William Shakespeare, que ficará em cartaz todas as segundas-feiras até 19 de dezembro. O espetáculo, do grupo Teatro de Roda, tem direção de Mariozinho Telles. O Finep Encena também traz uma proposta nova para os artistas: as companhias podem utilizar, sem ônus, toda a estrutura do teatro e cobrar ingressos, bastando reservar 20% da plateia, por apresentação, para os funcionários do órgão federal.

    A peça integra a campanha Teatro para Todos, promovida anualmente, nos meses de novembro e dezembro, pela Associação de Produtores Teatrais do Rio de Janeiro (APTR). Os ingressos adquiridos pelo site (www.aptr.com.br) ou nos pontos de venda da campanha com preço único de R$ 15, enquanto na bilheteria do Espaço Finep custam R$ 40, a inteira, e R$ 20, a meia entrada para estudantes e idosos.

    Aos 69 anos, Gilberto Gil diz que gosta da velhice

    Com 69 anos, Gilberto Gil diz que está "vivendo a idade". "A memória não é tão aguda, a gente não lembra mais de tanta coisa como antes. Tem muitas modificações de energia, de disposição geral. Pode ser sentido como perda, mas também como iniciação para um outro modo do ser."

    "Certos aspectos da atividade cerebral ganham outra forma de se apresentar", continua. "Fisicamente, não me sinto debilitado. Resumindo, estou gostando da velhice."

    Boa parte de todos os seus anos vividos estão reunidos no seu acervo digital, que será lançado amanhã. O site www.jobim.org/gil, organizado pelo Instituto Tom Jobim, vai ter mais de 30 mil documentos de sua vida, como fotos, partituras e sua correspondência particular.

    A informação é da coluna de Mônica Bergamo, publicada na Folha de S. Paulo.

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    • 2 Comentários recebidos

      • Em 29/11/2011, Clovis Cranchi Sobrinho escreveu:

        Eu estava lá nesse dia. A pessoa agredida era o nosso motorista do Estadão. Covardemente espancando pela PM totalmente despreparada. A foto é do grande amigo Roberto Faustino. E eu já tinha levado uma jato de gás lacrimogênio nos olhos mas dos trogloditas do DOPS/SP.

      • Em 03/12/2011, Rita Aguiar escreveu:

        Ótimos artigos! História é cultura. Cultura é participar da história.

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