• Publicado em 20/10/2011

    Muito além desta vida

    Ninguém discute que o maior mistério da vida é a própria vida e possivelmente uma outra depois da morte.  Até mesmo a ciência tem se rendido às muitas evidências de que existe muito mais além do que a mente humana pode imaginar. Talvez  fenômenos  inexplicáveis de muitos séculos atrás tenham começado a mostrar ao homem que ele nunca esteve só, apesar da sua visão limitada não deixá-lo enxergar um mundo mais sutil à sua volta.

    Muitas teorias atribuem a construção dos grandes monumentos seculares, como as pirâmides do Egito, por exemplo, a forças muito mais poderosas do que os fortes, mas exaustos, músculos dos escravos que podem  ter sido impulsionados por algo que nem eles mesmos podiam entender.

    Essas mesmas teorias comparam a arquitetura desses monumentos a inspirações interplanetárias, ou seja, formas e desenhos enviados mentalmente por civilizações muito mais adiantadas que, por sua vez, são responsáveis pelo desenvolvimento da humanidade até hoje.

    Mas antes que me chamem de lunática, sonhadora, inventora de histórias ou coisa parecida vou parando por aqui nas minhas elocubrações para dizer o porque de eu ter começado meu artigo de hoje dessa maneira. Não sou ligada a nenhuma religião, apesar de ter sido criada em berço católico, simplesmente por não acreditar na materialização da fé. Para mim não dá para misturar as duas coisas.

    Não aceito que cidadãos comuns se locupletem do papel de íntimos de Deus  a ponto de regerem nossos pensamentos e nossa vontade através de dogmas criados pelo próprio homem e de acordo com seus interesses particulares.

    Os grandes e elevados mestres espirituais que desceram a terra, como o nosso  Jesus, nunca se preocuparam com regras e limites para externar suas palavras. Achavam e diziam o que pensavam com a certeza de estarem no caminho  da verdadeira vida, a espiritual. Cada um trilhou um destino para levar a palavra de Deus a civilizações completamente diferentes.

    Mas sou apenas uma voz numa multidão de tantas vozes pelo mundo. As religiões são necessárias para dar suporte e um destino a quem não consegue enxergar pelos seus próprios olhos e acreditar em algo por si mesmo. Portanto, elas existem e foram criadas para serem seguidas pelos séculos afora. Então, por que a incredulidade de tantos quando se fala de fenômenos espirituais? Por que um ser tão espiritualizado,  como Chico Xavier, por exemplo, foi sempre  tão desacreditado e combatido quando falava de sua fé,  e certos pastores, bispos e missionários, com intenções tão materiais, são  aplaudidos e até seguidos por multidões em seus cultos de fé duvidosa?

    Particularmente, fico com a simplicidade verdadeira de Chico e a doutrina de Alan Kardeck, que vem me guiando nos momentos de maior sofrimento e dor. Por isso, hoje quando faz um ano da morte da minha querida irmã Lúcia, minha melhor amiga de todos os momentos, digo de coração aberto que tenho certeza de que durante todo este ano ela esteve comigo e através de comunicações durante o sono pude ver seu desenvolvimento espiritual.

    Desde o primeiro “sonho”,  como podemos chamar o fenômeno, até hoje,  vi e senti a evolução de sua alma e o caminho de luz que está percorrendo. Ao contar essas minhas experiências para pessoas que são tão materialistas que não aceitam nem ouvir o que se tem a dizer, dá um certo desespero e a sensação de que eu sou apenas uma sonhadora inveterada que transforma sua saudade em sonhos de alento e conforto.

    Mas o importante, como já disse,  é todos nós termos nossa própria fé, construída em nossas próprias experiências vividas a cada dia, aquelas que nos fazem parar para pensar e ler nas entrelinhas dos acontecimentos. Não quero parecer ingênua, mas se alguém achar que sou, fazer o quê?

    Entretanto, continuo firme, cada vez mais , no propósito de passar adiante minha certeza de que, de um outro lado ainda desconhecido por nós, nossos queridos estão lá olhando por nós. Alguns em melhores condições, outros nem tanto, dependendo do que andaram aprontando por aqui, mas essa realidade,  que só vemos nos filmes,  hoje está mais próxima do que pensamos e em breve o mistério será desvendado como a grande e última  descoberta da humanidade...

    Abaixo, um video que conta, segundo teorias da doutrina espírita, um pouco da história de onde viemos e para onde vamos.

    ( Veja o vídeo )

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    • 20 Comentários recebidos

      • Em 20/10/2011, Carlos P. Falcão escreveu:

        Muito obrigado pela bela e oportuna crônica, compartilhando um pouco de sua experiência de vida. Tomei a liberdade de compartilha-la no Facebook. Abraços fraternos. Carlos P. Falcão

      • Em 20/10/2011, Vera Lúcia Andrade escreveu:

        Leila, Leila! Você me fez chorar de emoção ao ler seu artigo de hoje. Quanta verdade nas suas palavras. Pouca gente tem a coragem de abrir seus pensamentos e seu coração como você fez. Parabéns pela coragem e fé absoluta. Vou seguir seus passos. Obrigada pela luz !

      • Em 20/10/2011, Beatriz Leitzke escreveu:

        Oi Leila interessante o que você escreveu,consigo perceber pelas suas palavras o amor que vc sente pela sua irmã. Eu perdi a minha mãe muito cedo e isso me fez procurar o pq, como, aonde tudo começou e para onde vamos. Li muitos livros, inclusive espíritas, mas o que respondeu todas as minhas perguntas foi a Bíblia sagrada. Me apaixonei por esse livro e descobri que se posso conhecer a Deus, falar com Ele diretamente, por que vou procurar outras formas? Se eu tenho acesso ao presidente de uma empresa pq vou falar com o funcionário? Te desejo um ótimo dia e parabéns pelo seu trabalho e do Eliakim. Abs, Beatriz

      • Em 20/10/2011, Arnaldo Luís escreveu:

        Prezada jornalista Leila Cordeiro. Muito lúcido seu artigo, profundo e verdadeiro. Discordo, no entanto, quanto as religiões. Acredito que sejam necessárias pois sem elas este mundo que já está virado de ponta cabeça onde vai parar? Quanto a bispos e missionários sem comentários pois nem isso eles merecem. Mas saiba que gostei do que li aqui.

      • Em 20/10/2011, Fátima Magno escreveu:

        Tenho vivido experiência parecida com a sua com a sua irmã, querida Leila. Perdi meu irmão dia 12 de agosto agora e em sonho, conversamos sobre o estado dele lá e o meu aqui. Ele me conta que agora não sente mais nada e o sofrimento acabou. Ao partir, ele estava feliz e sabia que estava sendo esperado do outro lado, embora quisesse ficar com a esposa amada, tinha consciência da necessidade de partir. Agora, ele aparece em sonhos para a minha cunhada, minha mãe e pra mim. É um conforto imenso, sabe-lo bem!

      • Em 20/10/2011, Annalúcia Martins escreveu:

        Fiquei emocionada com sua história, Leila. Ainda mais que sua irmã era minha xará. Realmente concordo com você. O importante é a fé, aquilo em que se acredita de verdade, o que nos segura nas horas mais difíceis. Acho que você já encontrou o seu caminho. Eu ainda estou tateando o meu, mas já posso dizer a você que lendo seu artigo comecei a prestar mais atenção num mundo que muita gente ainda não tinha percebido, como você disse no texto. Obrigada pelo belo conteúdo e parabéns ao site por ter você escrevendo aqui.

      • Em 20/10/2011, Eduardo de Andrade escreveu:

        Que coragem escrever abrindo seu coração desse jeito. Também acredito num mundo superior a esse onde estamos apenas como alunos aprendendo a viver e viver com qualidade, para depois voltar para nossa verdadeira casa em outro plano que, espero, seja o meu bem melhor do que esse que estou vivendo. Continue nos brindando com seus pensamentos lúcidos sobre o tema.

      • Em 20/10/2011, Regina lucia escreveu:

        Leila, mais uma vez você me emocionou com suas sábias palavras. Fico feliz em saber da sua fé e do seu amor por sua irm?. Tenho certeza que ela estará sempre ao seu lado aqui neste plano e lá no outro também. Muita luz para você! Obrigada !

      • Em 20/10/2011, André Marques de Souza escreveu:

        Boa noite. Durma com os anjos que devem estar comemorando seu lindo e emocionante artigo. Eles com certeza devem ter inspirado suas belas palavras que nos fazem parar para pensar melhor na vida, nesta e numa outra que possa existir.

      • Em 20/10/2011, Cézar Augusto escreveu:

        Discordo de você Leila quanto a fé. Ela precisa sim de estímulo que só pode ser dado quando se tem uma religião a seguiur que nos orienta em que ou quem vamos acreditar. Senão poderíamos inventar qualquer personagem e fazer dele um Deus, não acha? Mas valeu a sua intenção de colocar o que pensa. Sinceridade é tudo nesse assunto.

      • Em 20/10/2011, Cláudia Ruschel escreveu:

        Que maravilha ler teu relato Leila... As pessoas geralmente procuram conhecer melhor a Doutrina Espírita Kardecista quando sofrem um grande abalo. Algumas por curiosidade, apenas, mas a grande maioria é pela dor da alma. Foi comigo assim. E te confesso que a cada dia me sinto mais plena em minha escolha espiritual. Não tenho pressa, procuro olhar tudo e todos de outra maneira do que olhava há 30 anos atrás. SEI que há outra vida e a qual sempre pertencemos. Um dia, voltaremos ao nosso verdadeiro lar. Mas enquanto aqui estamos, vamos aprendendo com nossos equivocos e evoluindo em nosso espirito. Que bom saber desse amor entre tua irmã e você... COM CERTEZA ela está plena de luz e SEMPRE te orientando, te ouvindo, te cuidando. Que Deus te abençoe querida e continues sendo essa pessoa iluminada que és, como profissional e como ser-humano. Um beijo na alma! Cláudia

      • Em 20/10/2011, Carlos Salles escreveu:

        Leila, Como sempre escrevendo textos maravilhosos. Entendo perfeitamente o que nele narrou pois sou espírita há alguns anos. Que bom que vem encontrando conforto na doutrina de Kardec, continue e vai cada vez mais encontrar respostas para tudo. Beijos e luz sempre

      • Em 21/10/2011, Eldo Dias de Meira escreveu:

        Obrigado Leila Cordeiro por trazer a lume essa questão consoladora. Também nasci em berço da religião católica, mas por ser curioso me ative em leituras Kardecistas, impulsionado pelo exemplo colhido de Chico. Aprovo integralmente todas as idéias lançadas no seu texto, inclusive quanto as religiões que se baseiam sem limites na fé cega para os fieis que necessitam de outro muitas vezes de menor capacidade espiritual para servir de intermediário com o divino. Parabéns e mais uma vez agradeço.

      • Em 23/10/2011, almerio a. castro escreveu:

        respeito e me solidarizo com a dor de pessoas que perderam seus parentes, amigos, precocemente ou não. Mas daí a acreditar em espiritismo existe uma distância muito grande. Na verdade, essa doutrina é repleta de explicações que beiram o absurdo, não resistindo a nenhuma crítica bem construída; além disso, os crentes na vida post-mortem não deveriam sofrer, já que, do outro lado, as coisas devem ser bem melhores.

      • Em 23/10/2011, Carlos Gama escreveu:

        Excelente crônica ou excelente relato de vida. Felizes aqueles que já têm a plena certeza da caminhada evolutiva do espírito e o conforto que lhes dá a possibilidade dos reencontros. Somos todos alunos numa escola primária e cada um cursa a série a que já chegou pelo estudo e pelo aprendizado das matérias a que se propôs. O fim do caminho, com certeza, é um só.

      • Em 25/10/2011, Luis Fernando escreveu:

        Se você gosta de ler, tenho algumas indicações de leitura bastante interessantes: "Memórias, Sonhos, Reflexões" Autor: C. J. Jung "A Morte da Morte" Autor: Pierre Weil

      • Em 25/10/2011, Alberto Muritiba escreveu:

        O homem é mortal por seus temores e imortal pelos seus desejos. Às vezes é bom acreditar na evolução e pensar que o homem ainda não está concluído.

      • Em 27/10/2011, Luiz Fernando escreveu:

        Acredito que a perfeição caótica do Universo (ou Multiverso), do micro ao macrocosmo, é prova exaustiva da inteligência de Deus.

      • Em 27/10/2011, SUELI CANASSA escreveu:

        SIMPLESMENTE MARAVILHOSO !!!

      • Em 30/10/2011, alexandre escreveu:

        Émaravilhoso sabermos de onde viemos e para onde vamos, e que a transição planetária ja está em andamento, para que o planeta Terra passe a ser de Regeneração.

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