• Publicado em 14/02/2012

    O acervo de Apolônio de Carvalho

     

    O Arquivo Nacional recebeu o acervo do líder político Apolônio de Carvalho, brasileiro que lutou na Guerra Civil Espanhola, contra o ditador Francisco Franco, enfrentou o nazismo alemão lutando ao lado da Resistência Francesa, e integrou a luta contra a ditadura militar brasileira. Apolônio foi membro do Partido Comunista Brasileiro, fundador do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e ajudou a fundar o PT.

    À Agência Brasil, o diretor-geral do Arquivo Nacional, Jaime Antunes, falou sobre a importância do gesto da família de Apolônio de Carvalho, que doou o material na véspera do dia em que o líder político, se estivesse vivo, completaria 100 anos. Uma iniciativa semelhante à das famílias do ator e compositor Mário Lago e do líder comunista Luis Carlos Prestes, que também doaram os respectivos acervos pessoais ao Arquivo Nacional.

    “São fotografias, vídeos, depoimentos, textos”, listou Antunes. "Nós cremos que esses gestos que vêm sendo tomados por familiares de grandes brasileiros, ativistas, intelectuais, contribuirão, com certeza, para que outras famílias sejam sensibilizadas a doar”.

    Antunes disse que esses acervos, somados aos acervos públicos da história contemporânea brasileira, poderão servir aos pesquisadores para a produção de conhecimento e preservação da memória nacional. Os depoimentos dados hoje por pessoas que conviveram com Apolônio serão também disponibilizados pelo Arquivo Nacional aos interessados.

    “A doação assume uma outra importância pelo aspecto didático, de que acervos da história brasileira precisam cumprir uma função social. E essa função é dada a documentos e arquivos quando são disponibilizados por uma instituição pública para um maior número de pessoas possível que têm interesse sobre esse tema ou sobre o período que retrata”.

    Apolônio de Carvalho nasceu em Mato Grosso do Sul, em 1912. Casou-se com Renée, jovem militante francesa da Resistência ao nazismo, que conheceu em 1942 e que se tornaria sua companheira para o resto da vida. Apolônio morreu em 2005, de pneumonia, aos 93 anos.

     

    Lançado no Brasil, "Angelina & Brad" conta a história do casal mais popular de Hollywood

     

    Brad Pitt e Angelina Jolie já foram apontados como as pessoas mais sensuais do planeta e aprontaram bastante --principalmente ela-- antes de ficarem juntos. Escrito pelo jornalista especializado em celebridades Ian Halperin,  "Angelina & Brad" (Jardim dos Livros, 316 páginas) conta a história do casal mais popular de Hollywood desde a infância da dupla, passando por sua escalada na indústria cinematográfica, até formarem uma grande família com três filhos adotivos e outros três biológicos.

    Angelina tem histórias no currículo que envolvem abuso de drogas, automutilações, sadomasoquismo e relações homoeróticas. Não é a toa que a maior parte do livro se concentra sobre sua vida. Pitt, mais comportado, formou-se em jornalismo com foco em propaganda, foi para Hollywood viver o grande sonho americano e teve um "namoro modelo" com a atriz Jennifer Aniston, até então estrela do seriado "Friends".

    Pitt e Jolie se encontraram e começaram a namorar durante as filmagens do longa "Sr. e Sra. Smith", o qual estrelaram juntos. Desde então, começaram sua atribulada e exótica relação, cheia de mistérios que não deixam sossegar os curiosos de plantão.

     

    Ancine recebe até março contribuições para melhoria de TV por assinatura

     

    A Agência Nacional do Cinema (Ancine) manterá aberta até o dia 3 de março a consulta pública sobre o texto da instrução normativa que regulamentará a Lei 12.485/2011, referente aos serviços da televisão paga.

    O presidente da Ancine, Manoel Rangel, informou que a instrução “fixará o conceito de que a obra de produção independente é aquela cujo poder econômico sobre a obra está nas mãos do produtor independente”. Definirá, ainda, o limite máximo de publicidade nos canais de TV por assinatura em 25% diários e, também, em 25% do horário nobre, no máximo”, segundo Rangel.

    Também serão definidos os princípios e objetivos a serem alcançados no exercício do cumprimento da nova lei, nas atividades de programação, empacotamento e produção de conteúdos brasileiros.

    O presidente da Ancine não tem dúvidas de que a instrução vai permitir maior competitividade à produção nacional. “Ela vai induzir maior competitividade, vai estimular maior presença de conteúdo brasileiro, sobretudo de produções independentes. Na prática, esses regulamentos viabilizam a entrada em funcionamento da lei”, disse.

    Qualquer pessoa ou entidade que se cadastrar na Ancine poderá participar da consulta pública e dar sua contribuição. “Os agentes econômicos estão lá credenciados e qualquer cidadão que queira se registrar na Ancine para participar da consulta pública poderá fazê-lo”.

    Na avaliação de Rangel, a TV paga, tal como está organizada hoje, precisava dessa lei, para melhorar o segmento. “Ela precisava dessa lei. E essa lei promete uma transformação no mercado de televisão paga que vai ser muito importante para a sociedade brasileira e, também, para os próprios agentes econômicos que se dedicam a esse negócio”.

    Ele acredita que as transformações serão benéficas para a sociedade e a economia brasileiras, “viabilizando, portanto uma forte indústria de conteúdos brasileiros no país, o que é relevante para qualquer país que tenha aspiração de produzir a sua própria imagem e ter um espaço significativo na cena internacional”.

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