• Publicado em 15/11/2011

    O castigo dos conquistadores

    O castigo veio a cavalo, mais rápido do que se poderia esperar.  Herman Cain, o candidato-empresário  republicano (foto) despencou 14 pontos na pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela CNN.  Cain segue negando ter assediado sexualmente as quatro mulheres que o acusam. Por enquanto é palavra contra palavra, mas, convenhamos, é difícil desmentir quatro acusações.

    A pesquisa nacional com eleitores republicanos mostrou que Mitt Romney, ex-governador de Massachussets  e, digamos, o mais liberal entre os candidatos do GOP, é o mais regular na preferência dos eleitores. Ele se mantém firme na casa dos 24% .

    A surpresa da pesquisa foi a subida surpreendente de Newt Gingrich, uma figura meio inexpressiva no partido, que foi “speaker” (presidente) da Câmara dos Deputados durante o Governo Bush. Gingrich - que começou mal a campanha com a debandada de sua equipe, decepcionada porque não recebia salários enquanto o chefe comprava presente de 500 mil dolares para a mulher na Tiffanys -  não se sabe por que cargas dágua deu esse pulo de 14 pontos, empatando tecnicamente com Romney, 24 a 22.  Tudo indica que ele herdou os 14 pontos perdidos por Herman Cain.

    Numa pesquisa mais ampla, ouvidos eleitores de ambos os partidos, 50% de todos os americanos dizem acreditar nas mulheres que o denunciaram e apenas 30% acreditam que Cain é inocente.

    Enquanto os republicanos se digladiam em busca da indicação do partido à sucessão de Obama, este faz o trabalho da formiguinha.   Trabalha em silêncio e se prepara para entrar no quarto tempo do jogo, comparação que ele mesmo fez em relação a uma partida de basquete, quando disse : “sou como aquele jogador  que guarda as energias para o quarto tempo”.

     

     PAGANDO OS PECADOS

     

    Outro que está sendo duramente castigado é Dominique Strauss-Kahn.  Ele se livrou da acusação da camareira do hotel de Nova Iorque, mas segue enfrentando em seu próprio país acusações de assédio e agora de ligações com uma rede de prostituição.  

    Nos últimos dias, pipocaram reportagens, apoiadas em fontes anônimas, envolvendo o nome do ex-chefão do FMI a uma rede de prostituição na cidade de Lille, no chamado Carlton Affair.

    DSK está pagando todos os seus pecados de conquistador inveterado. Já perdeu a chance de conquistar a presidência da França e agora corre o risco de perder a mulher, a ex-apresentadora de TV Anna Sinclair.

    Por enquanto os dois desmentem o divórcio, mas onde há fumaça há fogo. Não é de todo impossível que Dona Anna, cansada das estrepolias do marido famoso e fogoso, lhe mostre o cartão vermelho.

     

    DESOCUPAR WALL STREET

    Na manhã desta terça-feira, dois meses depois do início do movimento, policiais equipados com capacetes e escudos expulsaram os manifestantes do movimento  “Ocupar Wall Street”, cujo objetivo era protestar contra a desigualdade na distribuição da renda nos EUA.

    Cumprindo determinação de um juiz de NY, centenas de policiais desmontaram o mar de barracas, móveis, colchões e carazes de protesto que estavam no parque Zuccotti, enquanto o pessoal da saúde publica iniciava uma gigantesca operação limpeza do local. Foram presas 147 pessoas, inclusive 12 que se acorrentaram uns aos outros em árvores.

    A desocupação de Wall Street, onde tudo começou, foi seguida por ações similares em outras cidades americanas, como Atlanta, Portland e Salt Lake City. Em Londres e Toronto, as autoridades se preparam para retomar o controle das areas ocupadas.

    O problema é que o movimento, embora repleto de boas intenções, não avançou. O comando  não conseguiu evitar a presença  de mendigos e desocupados nos acampamentos.  Depois de dois meses, a higiene foi para o espaço, com o local cheirando a  urina e fezes.  Era o pretexto de que se aproveitaram os governantes para condenar a ocupação da praça  e pedir a interferência do Judiciário.  O movimento está esvaziado e dificilmente terá sustentação para se reagrupar. Uma pena.

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    • 2 Comentários recebidos

      • Em 15/11/2011, Xico Júnior escreveu:

        Se não fosse por pura má intenção, politicamente falando, a perseguição, especial, contra Dominique Strauss-Kahn, privilegiando a reeleição Nicolas Sarkozy, nenhum candidato a presidente de qualquer país do mundo assumiria o poder, pois todos, indistintamente, tem lá seus pecados - e graves - que os impediriam de assumir. Além de supostas acusações de "assédio sexual", muitas comprovadas com testemunhas ou "vítimas" compradas, há a questão de terem que ser "filiadas" à SS que mandam e comandam o mundo, como a que quer a implantação total da Nova Ordem Mundial, já em pleno andamento. Se assim, não teríamos presidentes. Todos os países estariam sob o anarquismo.

      • Em 18/11/2011, Fernando Bernardo escreveu:

        Faltou apenas o Kadhaffi e o Berlusconi !. Moral da estória imoral: A CULPA É DO VIAGRA !. O resto, é conversa !.

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