- Publicado em 24/01/2012
O MAM conta sua própria história
O Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo iniciou neste final de semana uma exposição que conta sua própria trajetória. Intitulada O Retorno da Coleção Tamagni: Até as Estrelas por Caminhos Difíceis, a mostra coloca em cena as obras que pertenceram ao acervo de Carlo Tamagni e foram doadas ao MAM em 1967.
Em 1963 todo o acervo do museu foi repassado à Universidade de São Paulo (USP), para a formação da coleção inicial do Museu de Arte Contemporânea (MAC). Sem o acervo original e existindo apenas como nome, o MAM fica à beira da extinção até 1967, quando Carlo Tamagni, então conselheiro da entidade, doa ao museu todo o seu acervo particular, com obras de artistas como Alfredo Volpi, Clóvis Graciano, Francisco Rebolo e Aldo Bonadei.
“Tivemos a ideia de revisitar esse período traumático do MAM e, depois com a nova coleção, que começa uma nova fase do museu. Vamos confrontar isso com as obras contemporâneas que mostram a vocação experimental da coleção do MAM hoje”, disse Felipe Chaimovich, que divide a curadoria com Fernando Oliva.
A Coleção Tamagni é predominantemente modernista, com obras de Tarsila do Amaral, Aldo Bonadei e Francisco Rebolo, mas também tem referência à vanguarda dos anos 1940-50, nos trabalhos de Fernando Lemos, Livio Abramo e Arnaldo Pedroso d’Horta.
Um destaque da mostra é a obra contemporânea A Máquina Curatorial, de Nicolás Guagnini, constituída por diversos painéis em forma de hélice. A peça é o suporte das obras e de documentos presentes na exposição. Ela permite a participação do público, que pode girar as estruturas da “máquina” e mudar a configuração das obras, fazendo novas combinações e permitindo novas interpretações.
A exposição fica aberta até 11 de março, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Parque do Ibirapuera.
Evolução do samba-enredo é tema de uma série de shows no Rio
A evolução do samba-enredo, desde o seu surgimento na terceira década do século 20, poderá ser acompanhada a partir de hoje (17), em uma série de shows promovidos pelo Sesi Cultural em seu teatro, no centro do Rio. A Febre do Samba – O Samba-Enredo no Século 20 terá dez espetáculos, realizados às terças e quintas-feiras, às 19h, até o dia 16 de fevereiro. Vinte e um músicos, além de convidados especiais, como o mestre-sala Manoel Dionísio e a porta-bandeira Selminha Sorriso, apresentarão 76 sambas-enredo que deixaram marca na história do carnaval carioca.
De acordo com o diretor musical da série, Guilherme Gonçalves, a escolha dos sambas teve como critério a beleza musical de cada um. “Não levei em conta se pertencia a essa ou àquela escola, ou se havia ganhado algum prêmio. Queremos mostrar a evolução dos sambas, os que tiveram maior repercussão e, sobretudo, a qualidade musical”, disse Gonçalves.
Com direção cênica de Emmanuel Santos, os espetáculos prometem transformar o Teatro Sesi em um mini-sambódromo. Às terças-feiras, entrarão na passarela 40 sambas do período que vai dos anos 30 a meados da década de 70, começando por Ando Sofrendo, de 1929, da Deixa Falar, fundada por Ismael Silva, Nilton Bastos e Mano Edgard e considerada por muitos a primeira escola de samba. Às quintas-feiras, no mesmo horário, serão 36 músicas, começando no fim dos anos 70 e encerrando em 1999.
O elenco de 21 músicos é formado por quatro cantores, dois cavaquinistas, dois violonistas e uma bateria com 14 ritmistas escolhidos pelo premiado mestre Odilon Costa. Bailarinos que integram as comissões de frente de algumas das principais escolas cariocas circularão pelo teatro interpretando figuras do carnaval, como a nega maluca, a baiana, a tia Ciata, o malandro, a colombina e Carmen Miranda.
Os ingressos, a preços populares, custam R$ 5 e podem ser adquiridos de terça a sábado, das 12h às 20h, na billheteria do Teatro do Sesi, no centro do Rio
Rio de Janeiro vai receber réplica de coluna persa e tapete em homenagem aos Jogos Olímpicos
A cidade do Rio de Janeiro vai receber uma réplica de uma das colunas do Palácio de Persépolis, construído antes de Cristo e símbolo da arquitetura persa. O presente é do Irã e deve ser entregue nos próximos três meses, disse o embaixador iraniano no Brasil, Mohsen Shaterzadeh. Segundo o embaixador, um artista plástico do Irã virá ao Brasil para produzir um tapete persa com o símbolo dos Jogos Olímpicos, que ocorrerão no Rio de Janeiro, em 2016.
A coluna de 9 metros de altura é o primeiro de uma série de presentes, segundo o embaixador. Para ele, a relação entre os dois países é positiva e deve ser estimulada também sob o aspecto cultural e esportivo.
A Embaixada do Irã no Brasil também quer trazer para Brasília uma exposição com peças do artesanato tradicional do Irã ainda neste semestre. A previsão é que a exposição reúna uma amostra do que os artistas iranianos produzem – tapeçarias, trabalhos em madeira e cerâmica, além de peças em prata e cobre.
A exposição deve preceder a mostra sobre os 7 mil anos da história do Irã será levada para São Paulo até o final de 2013. Atualmente, segundo o embaixador iraniano no Brasil, essa exposição está na China.
Também há planos para incentivar os brasileiros a conhecer mais a música tradicional iraniana. Uma das propostas é trazer quatro grupos artísticos que tocam músicas tradicionais e instrumentos persas. Um desses é composto por mulheres. Em geral, a música iraniana descreve aspectos da cultura do país, da sua história, do islamismo e do folclore.
BNDES abre inscrições para financiar setor audiovisual
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu inscrições para o novo edital de cinema, que concederá R$ 14 milhões para apoio ao setor audiovisual, este ano. Os recursos serão aplicados na produção e finalização de obras de ficção, animação e documentários, informou o banco, por meio de sua a assessoria de imprensa. As inscrições serão encerradas no dia 15 de março.
Este ano o BNDES decidiu inovar, direcionando o foco de sua atuação também para obras autorais, que apresentem possibilidade de reconhecimento fora do país, sem se limitar à seleção de projetos da indústria audiovisual utilizando critérios de mercado.
As propostas serão divididas em dois grupos. O primeiro destaca resultados econômico-financeiros para os investidores, sem perda da qualidade técnica e artística dos filmes. O segundo grupo vai priorizar projetos que busquem o reconhecimento artístico e técnico no exterior. O argumento e o roteiro, além de prêmios auferidos pelos projetos, contarão ponto na análise pelo BNDES.
Do total de R$ 14 milhões previstos no edital de cinema 2012, R$ 12 milhões serão destinados para a produção e finalização de obras de ficção e animação e R$ 2 milhões para a produção de documentários. O banco informou que poderão concorrer aos recursos projetos aprovados pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) e que tenham registro ou protocolo de registro de emissão e distribuição de certificados de investimento audiovisual na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), de acordo com a Lei do Audiovisual.
Projetos apoiados em editais anteriores ou de empresas que estejam inadimplentes com o banco não poderão inscrever-se. Considerado um dos principais apoiadores do cinema nacional, o BNDES lançou o primeiro edital de cinema em 1995, tendo desembolsado um total de R$ 146,7 milhões para a produção cinematográfica do país.
O BNDES apoia ainda o setor do audiovisual, por meio da concessão de crédito a projetos de construção de salas exibidoras, produção cinematográfica, capitalização de empresas, entre outras modalidades de financiamento. Nesses setores, os recursos liberados pelo banco totalizam R$ 118,6 milhões, nos últimos cinco anos. Segundo o banco, esses recursos alavancaram investimentos no montante de R$ 250 milhões. Em fundos de financiamento da indústria cinematográfica nacional, o apoio do BNDES alcança R$ 39,9 milhões.
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Sobre o autor deste artigoLuiz Antonio Mello - Cultura
Jornalista, radialista, produtor musical e escritor. Trabalhou nas rádios Federal, Tupi e Jornal do Brasil. Criou, juntamente com Samuel Wainer Filho, o projeto "Maldita", na Rádio Fluminense FM. Foi colunista ainda dos jornais O Pasquim, Jornal do Brasil, Opinião, Folha de Niterói e O Estado de S. Paulo. Foi diretor de criação da Tech & Midia Comunicação Integrada, cronista dominical de O Fluminense, editor de cultura da revista Caffè Magazine e cronista do jornal International Magazine. Artigos mais recentes do autorCarioca históricaSaudade da Rádio NacionalBom humor na ABLMilton no www.jobim.orgMetralhadora giratóriaRádio MEC faz 30 anosO profeta de 1923Lágrimas de São PedroSe você morrer, eu te mato!Um sopro de vida Todos os artigos deste autor


