- Publicado em 08/03/2012
O que aprendi quero ensinar
O que aprendi quero ensinar, é o titulo do livro de autoria do Professor Antonio Rafael de Menezes - Gráfica Barreto, 2011, 200p, prefaciado pelo Eudes Souza Leão Pinto, Presidente da Academia Pernambucana de Ciências Agronômicas. Dois varões pernambucanos que honram a Nação Brasileira. Seria interessante apresentar-me rapidamente para facilitar o entendimento do que pretendo escrever e dizer sobre o sentimento cívico de brasilidade.
Sou um professor de Medicina aposentado de Clinica Pediátrica Médica. Passei minha vida acadêmica cercado de jovens alunos e alunas, procurando repassar ensinamentos dos meus mestres brasileiros e não brasileiros e, sobretudo, o que posso de meu aprendizado sofrido e vivido até a minha hoje provecta existência, e agora como Psicoterapeuta.
Nas atividades acadêmicas e de pesquisas a minha tecla constante foi a fome ancestral que assola a população Nordestina. Dentre as mazelas da pobreza, a fome é uma das maiores violências que um ser humano pode causar a outro.
Assim, aprendendo, passei a apertar o outro botão — o da violência. O som foi o mesmo. Fome e violência poderiam situar-se na mesma chave musical. Nasceram acordes univitelinos. Como veterano clinico de crianças passei, vi, sofri, ajudei, fui incompreendido, atacado, desconsiderado e relativamente reconhecido, algumas vezes, fora do Brasil.
Mais eu sei que “nada molda” mais a criança do que a maneira como ela é educada (alimentar não significa apenas dar/ter comida no prato!). Pensava que a acomodação da pessoa começava no período de recém-nascido e depois, muito depois, aprendi com os chineses e com os meus profetas judeus, que a pessoa nasce muito antes do nascimento.
Continuo acreditando - e nada até agora me fez mudar – que a família, nas suas diversas metamorfoses, é o esteio da educação de um povo. O seu maior complemento é a escola.
Prossigo, para não me alongar, conclamando o Doutor Eudes Souza Leão Pinto e o Professor Antonio Rafael de Menezes (Presidente da Academia Pernambucana de Educação e Cultura), a continuar, como tantos outros alunos da mesma Escola Superior de Guerra, a postos com nosso ardor juvenil.
E como ex-alunos do curso de Altos Estudos Políticos e Estratégicos aprendemos como é importante a colaboração dos que “por sorte como nós” tivemos mais oportunidade educacional. E como é importante que nos congreguemos em busca do maior conhecimento da Nação Brasileira. Não é soldado apenas aquele que está na frente de combate e defende um lado ou outro, mas também aqueles que defendem as portas e permanecem em lugar menos perigoso, apesar de ser de menor perigo, assim como não é em vão servir como vigia e guardar o armamento. Tais ocupações, embora não sejam sangrentas, também fazem parte dos serviços militares (Sêneca 4 a.C – 65 d.C.). O que aprendemos, deixem-nos ensinar.Muito bem Professor Antonio Rafael de Menezes, farmacêutico vindo da cidade de Alagôa do Monteiro, PB. Ás ordens.
Contribuição do leitor Meraldo Zisman . Email meraldozisman@uol.com.br
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Em 12/03/2012, Mario Silva escreveu:
Mestre, seu artigo suscitou-me 2 pensamentos correlatos: o velho ditado "a fome é má conselheira!" e o refrão da música moderna "a gente tem fome de que?". Porque a situação evolui muito lentamente, as mazelas continuam vitimando nosso povo, com maior gravidade nas camadas mais pobres e sem perspectivas!