• Publicado em 28/02/2012

    Os canhões do Rio

     

    A descoberta de dois canhões do início do século 17, durante escavações na região portuária da cidade, surpreendeu tanto historiadores militares quanto arqueólogos, que, desde fevereiro de 2011, buscam vestígios do comércio escravagista do século 19.

    Segundo a professora Tânia Andrade de Lima, que coordena os trabalhos na região, a existência de uma bateria de canhões na orla, próxima ao Morro da Conceição, era desconhecida pela história. Ela disse que os canhões, aterrados ao longo dos anos, podem ser os mais antigos do Brasil. Pesando cerca de 1 tonelada, cada, os canhões faziam parte de um esquema de defesa num período em que o Rio de Janeiro foi alvo de muitas tentativas de invasão.

    “Quando a bateria foi desativada, não dava para sair carregando [os canhões] e a tendência foi jogar no mar. A Rua Sacadura Cabral, nesta época, era mar. Com o passar do tempo, a área foi sendo aterrada e eles [os canhões] foram cada vez mais afundando. Estão claramente arrastados e deslocados. Não estão nem voltados para o mar, mas para o Morro da Conceição. Estamos falando dos primeiros tempos em que essa área era fortemente militarizada”, relatou a antropóloga.

     

    Ingressos para o show de Bob Dylan em SP custam até R$ 900

    Os ingressos para o show de Bob Dylan --em 21 e 22 de abril, no Credicard Hall (zona sul de São Paulo)-- têm preços que variam entre R$ 150 (plateia superior - visão parcial) e R$ 900 (camarote 1).

    A pré-venda começou segunda-feira e fica disponível no site da Tickets for Fun, exclusivamente, para clientes Credicard, Citibank e Diners. O público em geral pode adquirir as entradas a partir de 5 de março.

    O expoente do folk também passa pelo Rio de Janeiro (15 de abril), por Brasília (17 de abril), Belo Horizonte (19 de abril) e Porto Alegre (24 de abril).

    Dono de inúmeros hits como "Like a Rolling Stone", "Knockin` On Heaven`s Door", "Hurricane", "Lay, Lady, Lay" e "Mr. Tambourine Man", Dylan vem ao Brasil com a promessa de fazer uma turnê repleta de clássicos que marcaram sua carreira.

     

    `Alice Através do Espelho` ganha tradução do cineasta Jorge Furtado

    O clássico de Lewis Carroll "Alice Através do Espelho" (Alfaguara, 2012) acaba de ganhar nova tradução. Segundo a Livraria da Folha, o trabalho, que respeita o texto integral e tenta, ao mesmo tempo, dialogar com as novas gerações, foi feito pelo escritor, roteirista e cineasta gaúcho Jorge Furtado e pela tradutora Liziane Kugland. A dupla já havia vertido "Alice no País das Maravilhas" (Alfaguara, 2008, esgotado) para o português.

    O volume traz a segunda história protagonizada pela menina Alice. Desta vez, a heroína atravessa o espelho de sua casa e vai parar em um mundo parecido com um tabuleiro de xadrez.

    Lá, ela encontra reis e rainhas, os gêmeos Tindolelê e Tindolalá, o ovo falante Ovaldo Rotundo (mais conhecido como Humpty Dumpty) e flores briguentas, entre muitos outros personagens amalucados. A edição conta com as ilustrações cartunescas de Edu Oliveira.

    "Alice no País das Maravilhas" e "Alice Através do Espelho" foram escritos sob inspiração de uma menina real chamada Alice. Amigo da família da dela, o matemático e escritor Lewis Carroll a conheceu quando ela tinha entre três e quatro anos.

     

    Cinco séculos de história do Estado de São Paulo

    Durante todo o período colonial, entre os séculos 16 e 18, a maioria da população do mais rico estado brasileiro, São Paulo, vivia sob condições miseráveis e, no primeiro recenseamento feito no Brasil, em 1872, o número de habitantes da capital paulista, na época uma província, era menor do que o de São Luís do Maranhão, no Norte do país.

    Essas são algumas das informações que os leitores poderão encontrar na coleção História Geral do Estado de São Paulo, lançada no Museu da Imagem e do Som (MIS), segundo o coordenador da publicação, Marco Antonio Villa, professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), doutor em história e mestre em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP).

    O acadêmico informou a Agência Brasil que será a primeira publicação na qual os autores esmiúçam, além dos fatos mais relevantes da história da cidade de São Paulo, a evolução ocorrida no interior paulista. A obra contém cinco volumes com a historiografia de cinco séculos (do 16 ao 20 ) e contou com os seguintes autores: José Jobson de Andrade Arruda, Francisco Vidal Luna, José Leonardo do Nascimento, Tânia Regina de Luca e José de Souza Martins.

     

    Artistas plásticos do Rio lançam museu virtual de cartões-postais

    A iniciativa de um grupo de artistas plásticos do Rio de Janeiro revive, em plena era virtual, uma forma de difundir a arte que remete às primeiras décadas do século 20: os cartões-postais. Na ilustração, um cartão de Caroline Valansi. Artistas ligados aos movimentos futurista e dadaísta foram os precursores dessa experiência estética. Mais tarde, ela foi a saída encontrada para a arte em países sob regimes ditatoriais, em que as galerias e os espaços culturais eram fechados aos artistas dissidentes.

    O Museu de Arte Postal, lançado este mês na internet (www.museudeartepostal.com.br), tem como proposta básica fazer a arte circular na rede mundial de computadores, e, ao mesmo tempo, difundir o colecionismo em público que não tem poder aquisitivo para comprar obras no mercado de arte. Cada edição com quatro postais, numerados e assinados, pode ser adquirida por R$ 20.

    “O preço não objetiva o lucro, apenas cobre os gastos com a impressão”, afirma o artista plástico Marco Antonio Portela, criador do projeto. “Pretendemos estimular o colecionismo, mas nosso intuito básico é fazer a arte circular, seja fisicamente, por quem adquirir as obras, ou virtualmente, na rede mundial de computadores”, acrescenta.

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    • Comentário

      • Em 02/03/2012, Guto Jimenez escreveu:

        900 reais pra ver o geme-geme-rame-rame do bardo quase aposentado?! É, finalmente revelou-se o valor de um "atestado de otário"... Esse valor exorbitante é bem de acordo com a hipocrisia reinante da geração hippie, que enquanto jovens, pregavam "paz e amor", abraçavam árvores e consumiam todas as drogas possíveis. Pois esses mesmos são os piores conservadores e os burgueses mais cínicos dos dias de hoje: são os comerciantes de armas, os poluidores e os religiosos mais retrógrados. Ainda bem que essa corja não engana mais ninguém nos dias de hoje.

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