• Publicado em 12/01/2012

    Planos de Saúde x Anestesistas (2)

    Recife (PE) - Confesso que me havia prometido não voltar mais ao assunto do artigo da semana passada, publicado aqui Clique aqui . Até porque recebi um gentil email, que entre outras coisas ameaçava o colunista com estas claras palavras, que transcrevo com dó da cirurgia feita pelo médico na língua portuguesa:

    “Caro jornalista (?), otário é V.S. Que escreveu este artigo muito provavelmente de olho em algumas migalhas paga pelas seguradoras de saúde. Gostaria de vê-lo numa mesa de cirurgia a merecer de um pseudo-anestesista (pois certamente V.S. Não merecer ser atendido por um anestesiologista), que se satisfaz com cinco mirreis de honorário fajuto (não justo como insinuou V.S.), seria no mínimo divertido, e aí sim, muito justo!”. Notem o senso baixo de vingança.

    Entendam, além de não possuir o talento de Molière (alguém notou?), não quero tampouco ganhar a sua sorte, de morrer ao ser castigado pela própria sátira sobre os médicos. Se não posso escrever O doente imaginário, não vou por isso me tornar o ex-colunista do anestésico. Mas o ruído causado merece duas curtas explicações. Na primeira delas, escrevi o texto anterior sob o custo da  minha própria experiência – paguei para escrevê-lo, ao ser vítima de uma tabela de anestesistas em Pernambuco. Na segunda, seria imoral passar sem resposta linhas furiosas que o texto recebeu de  alguns médicos. Em mais de uma mensagem, eles alegaram que cobram o preço justo para os seus dignos estudos e especializações. Ao que podemos comentar: se a população está em nível mais baixo de renda que a sua brilhante, única especialização dos anestesistas, o azar é dela. Vive quem pode.     

    Outros médicos, de passagem, argumentaram contra o mercado, contra os exploradores planos de saúde, que enriquecem à custa da saúde dos profissionais. Isso é verdade, no geral. Mas os dignos e ameaçadores esqueceram, antes, que os planos e hospitais privados vivem mesmo é à custa da doença do povo. Mais: sob pretexto de reagir à exploração dos ricos planos de saúde, os anestesiologistas querem os olhos fechados da população (e com aprove-se!) para a sua pequena consciência de humanidade. E não só: no caso específico de Pernambuco, e do plano de saúde Cassi, os anestesistas não dizem tudo, contam a verdade pelo meio, o que é sempre uma forma eficiente de mentir. Uma olhada no site Coopanest-pe, Clique aqui , mostrará que ela mantém convênio com o Bradesco Seguros, por exemplo, que usa tabela AMB/90.

    Para quem não sabe, AMB 90 significa tabela da Associação Médica Brasileira de 1990. O que confirma, confirmaria, os valores baixos, miseráveis, pagos por um plano de saúde ”top”, ou top-top, como deveria ser dito. A tese geral aí fica satisfeita. Mas ao ser questionada,  sobre os preços pagos aos profissionais, a Cassi me responde: “oferecemos aos anestesistas os maiores preços pagos pela Cassi no Brasil, mas a Cooperativa local se fecha. Quer mais. Os anestesistas chegam a ser melhor remunerados que os cirurgiões em mais de um procedimento médico”. E acrescenta: os valores pagos a eles estão acima do CBHPM, Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, na versão 5. O que significa: os anestesistas recebem pelo piedoso serviço  preços maiores que os pagos em toda e qualquer ABM. Então, por que não chegam a um acordo? – Os anestesistas querem mais, bem mais,  a Cassi responde.

    Daí que, amigos, enfim: este colunista pagou por uma anestesia um valor acima de 200% do que lhe foi reembolsado. Sem remédio de recurso. Enfim, e espero que não em fim, conforme a ameaça lá do começo, o escritor Fernando Soares foi quem sintetizou bem a questão:               

    “Os anestesiologistas são a única especialidade que se levanta contra o abuso dos planos. Graças a Deus, imagine se todas as especialidades se levantassem contra o tal abuso (que de fato existe), teríamos que ganhar na mega-sena para realizarmos qualquer intervenção cirúrgica”. Enquanto isso, paga quem pode, e quem não pode, que se morda de dor.

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    • 27 Comentários recebidos

      • Em 12/01/2012, Savio Gomes escreveu:

        Isto se deve à leniência dos Órgãos Fiscalizadores e a decadência dos Planos de Saúde. Recentemente tive abordagem idêntica do meu urologista que é credenciado no meu Plano de Saúde, e olhe que sou cliente dele desde 1986! Alegou que não poderia fazer uma cirurgia "pelo plano". É evidente que contestei e recusei, mas também fiquei sem a cirurgia. Estou seriamente inclinado a abandonar o meu plano e passar a orar com mais fervor. É o nosso Brasil!

      • Em 12/01/2012, Saint-Clair escreveu:

        Interessantes os dois artigos e as diversas opiniões postadas. Não estou emitindo, por enquanto, a minha opinião. Fiquei com a seguinte curiosidade: quanto as pessoas acham que seria justo pagar a um anestesiologista? Já vou avisando: não sou anestesiologista e nem médico. Vamos lá gente. Digam aí. Quanto acham que seria justo?

      • Em 12/01/2012, Savio Gomes escreveu:

        Meu caro Sain-Clair: Com o devido respeito, aprendi com o meu pai, desde cedo, que quando alguém assume o compromisso de cumprir uma tarefa, deve fazê-lo. Se o profissional acha injusto o que o Plano lhe remunera, tem todo direito e a opção de sair do credenciamento! Qualquer coisa diferente disso, é simplesmente desonestidade.

      • Em 12/01/2012, Saint-Clair escreveu:

        Então, Sr. Savio. Não é exatamente isso que os anestesiologistas fazem? Não tem credenciamento com planos de saúde.

      • Em 12/01/2012, Eduardo Campos escreveu:

        Comentei o artigo anterior e vou comentar esse também. Antes de deflagrarmos uma campanha contra uma categoria precisamos de mais informação, precisamos saber quais os valores pagos pelos planos de saúde e quais os valores pagos pelo SUS para todos os médicos. Como pode uma única especialização conseguir tamanha repercussão? será pela natureza do ofício? E os demais médicos? Estão apáticos diante disso? Quanto custaria um plano de saúde para viabilizar os valores que os médicos consideram justo por seu conhecimento? Será que isso não inviabilizaria a própria existência dos mesmos? Gostaria que o Sr Urariano respondesse aqui sobre suas defesas do SUS (já que defende, mas não usa)

      • Em 13/01/2012, JOEL BENTO CARVALHO escreveu:

        Sr. Eduardo Campos. É engraçado como os que gostam de criticar o SUS, como o sr. o faz, misturam alhos com bugalhos. Em assunto de medicina complementar mete o SUS no meio. Pois vou lhe contar uma história acontecida comigo. Em fevereiro de 2011, internei para fazer uma correção, via safena, da irrigação do meu coração. Era uma operação elitiva, isto é, o problema estava sob controle via medicação e eu não corria o risco de morte. Já estava entubado, estaqueado e anestesiado, quando uma urgência se meteu no meio e tive que ceder lugar para uma paciente idosa que estava enfartando. Na semana seguinte, baixei hospital novamente e aí sim aconteceu a cirurgia com nova anestesia. Custo disso tudo? Zero! ZERO! Pelo... SUS. Depois disso, virei um defensor sistemático do SUS. Com suas limitações, com seus problemas pontuais, com toda a imprensa contra, com "hommerizados" por essa imprensa também contra, banca milhões de cirurgias em todo o Brasil, fornece milhões de remédios...(continua

      • Em 13/01/2012, JOEL BENTO CARVALHO escreveu:

        ...(continuação) milhões de remédios distribuídos gratuitamente inclusive para pacientes dos planos particulares via justiça. E você não paga nada. Quando você paga seu plano e seu médico particular, pode abater do IR. Enquanto eu viver, não fale mal do SUS perto de mim!

      • Em 13/01/2012, Jean Souza escreveu:

        A difamação dos médicos, em particular dos anestesistas, foi a "vingança" do autor contra aqueles. Sabe bem o autor o quanto custa a dignidade das pessoas, e usou sua "pena" para tentar acabar com a dignidade daquela classe de profissionais. Acho que assim, da mesma forma que a mídia golpista faz contra os sindicatos e os trabalhadores, poderia colocar a opinião pública contra aqueles profissionais, numa clara chantagem que faz a "extorsão" do qual se diz vítima parecer algo bem mais simples. Se ele recebeu do plano de saúde menos da metade do que pagou ao anestesista, que vá ao Judiciário cobrar o restante, pois é com seu plano de saúde que ele fez o contrato, e foi este quem lhe prometeu o atendimento que não veio! Mas ai sua coragem some, e passa a defender seu plano de saúde... Mas, dúvido que saiba qual foi o lucro do seu plano de saúde no ano passado...

      • Em 13/01/2012, Fernando Soares escreveu:

        Prezado Urariano. Agradeço pela alcunha de "escritor", colocado ao final do post, longe disso, sou apenas um conterrâneo e assíduo leitor dos seus deliciosos textos. Um grande abraço.

      • Em 13/01/2012, Urariano Mota escreveu:

        Interessante, no Vi o Mundo "Jean Souza" se chama "O_Brasileiro". Mas todas as linhas, palavras e erros de ortogarfia são iguais.

      • Em 14/01/2012, Fernando Bernardo escreveu:

        Por volta de 2007, um operador de máquina que tinha plano de saúde, teve que acompanhar a operação na cabeça, de seu filho. A empresa teve que pagar R$ 2000 por fora, sem nota, para o anestesiologista. Deu tudo certo, mas se isso não for chantagem, não sei o que é. Sou À FAVOR do SUS !. O IDEAL é que cada cidadão(ã) pudesse escolher livremente hospital público ou particular. O que fosse mais perto, teria prioridade. Nem sempre o privado funciona melhor que o público. Vi isso pessoalmente. No auge da epidemia de dengue, em 2008, contraí a doença. O laboratório privado Eliel Figueiredo cobrava R$ 60 e exigia 3 dias úteis para dar o resultado. O PAM de Del Castilho dava o resultado no dia, grátis, embora demorasse umas 2 horas. Mas, para quem já tava com dengue...

      • Em 15/01/2012, Antonio Henrique Dantas Silva escreveu:

        O mais interesante é que esses profissionais sabem muito bem o que estão a assinar, quando se vendem aos planos de saúde, depois querem convencer os clientes que o ganho é pouco? Otários eles não são, só sobra outra qualificação para esses."senhores" Já observei que quando há comentários em jornais na internet, sobre erros médicos ou coisa que o valha, sempre aparece alguém que toma as dores de médicos, com a argumentação que "são uns invejosos, não conseguiram fazer medicina...", sou geógrafo com muito orgulho e faço meu trabalho com profissionalismo. tenho currilum Lates, será que esses anestesistas "doutores" de pé de cama fizeram pelo menos uma especialização com mais de 100 horas. Quanto ao estupro da língua portuguesa, demonstra a falta de nível para esse DOUTOR. Mas o nosso problema é que vivemos num país de anestesiados, que se acomandaram com tudo de errado que há, só reclamam quando a dor é consigo.

      • Em 16/01/2012, Eduardo Campos escreveu:

        Sr Joel Bento Carvalho! Então porquê o Sr Urariano não usou simplesmente o SUS? Não precisamos de planos de saúde...

      • Em 16/01/2012, marcelo escreveu:

        Quer dizer então que a revolta do Uraniano frente à política de enfrentamento que os anestesistas impõem com sucesso ao “grande capital” representado pelos planos de saúde é só isso? Vendeta? É assim: mexeu no meu jabá, leva paulada! Que vergonha, Uraniano! Justo você? Dois artigos inteiros de retórica e acusações maldosas! “Pequena consciência de humanidade”? Na sua imaginação, quem aplica anestesias nos hospitais públicos do Brasil? Deus e os anjos do céu? Não, meu caro, são os mesmos doutores que o fazem nos hospitais particulares. Vá ao hospital público mais próximo de sua residência e confira as condições de trabalho; veja se há segurança; reflita sobre a salubridade do ambiente; investigue a justeza dos valores praticados na tabela do SUS e questione a pontualidade dos pagamentos. Depois, melhor informado acerca da consciência alheia, consulte a Sociedade Anestésica do Estado de Pernambuco acerca da interminável batalha da classe com os planos de saúde, sempre dispostos a aviltar tanto consumidores quanto médicos. Com certeza serás informado a respeito das glosas, da imposição de ridículos valores remuneratórios aos médicos, da costumeira não aprovação e do con

      • Em 17/01/2012, marcelo escreveu:

        Com certeza serás informado a respeito das glosas, da imposição de ridículos valores remuneratórios aos médicos, da costumeira não aprovação e do conseqüente não pagamento de procedimentos somente após a sua realização. E para os desinformados de plantão: ninguém se gradua anestesista na faculdade. Para ostentar o título, o profissional tem de passar pela tal da residência médica, especialização equivalente ao mestrado e que dura três anos, com carga horária de sessenta horas semanais. Se somarmos a esse tempo os seis anos do curso de medicina, dá para se graduar, digamos, em geografia, duas vezes, sobrando tempo ainda para fazer um senhor mestrado. Por fim, Uraniano um aviso: mesmo um profissional talentoso e respeitado como você pode perder o crédito conquistado com anos de trabalho sério ao se deixar levar pelo desejo de vingança. Um abraço e um feliz ano novo a todos.

      • Em 18/01/2012, Saint-Clair escreveu:

        Disse tudo, Marcelo. E disse-o muito bem. Estou acompanhando esse papo aqui desde o primeiro artigo e fiquei abismado, não só com os dois artigos, mas também com as opiniões dos leitores. Para mim fica muito claro, que o colunista e grande parte dos leitores sofrem de dois males muito comuns no Brasil: a INCOERÊNCIA e a desvalorização do TRABALHO ALHEIO. As opiniões mudam de acordo com as circunstâncias e os envolvidos. Essa polêmica toda faz lembrar aquela história que rola na internet, sobre o técnico que foi chamado para consertar o servidor que ninguém sabia consertar, e depois foi obrigado a justificar sua fatura "altíssima", segundo a ótica do dono da empresa, por ter apenas apertado um parafuso. Para quem não conhece a história, segue a explicação do técnico: apertar um parafuso = R$ 3,00. SABER QUAL PARAFUSO APERTAR = R$ 997,00. Essa é a questão. Aprender, custa caro e consome anos de vida. Já vi gente reclamando de um mecânico cobrar R$ 300,00 para tirar um motor de carro.

      • Em 18/01/2012, Saint-Clair escreveu:

        Continuando...o infeliz, não faz idéia, do que seja tirar e remontar um motor, mas acha que o mecânico é um semi-analfabeto, que deveria trabalhar a preço de banana. Já vi gente regatear R$ 30,00 com um eletricista para trocar uma tomada. De modo geral (existem exceções) brasileiro não gosta de pagar. Precisei fazer uma cirurgia de vesícula há quatro anos e, obviamente, tive que pagar a anestesia, que custou R$ 700,00 na época. Uma excelente doutora que, inclusive, me prestou acompanhamento e orientações pré-cirúrgicas. Foi um dos dinheiros mais bem gastos da minha vida. Me deu recibo, e recebi reembolso integral do plano de saúde. Mas, mesmo que não tivesse recebido, estaria satisfeito. Maus profissionais, existem em qualquer área, inclusive entre escritores e jornalistas. Isso não justifica a generalização.

      • Em 10/03/2012, Roberto escreveu:

        Regra numero 1: ninguém trabalha de graça Regra numero 2: com saúde se briinca Observação ::os planos acham que os médicos brasileiros nao valem nada assim como os dentistas , fisioterapeutas e nutricionistas..Ok, então a sociedade vai pagar essa conta, hoje vc vai ao dentista e eles inventam mil coisas para conseguir pagar as contas no fim do mês .Mas olhem que a Odontoprev eh a empresa mais cara da bolsa de valores pois lucra horrores através da exploração dos dentistas .Na medicina temos a Amil, que também esta sucateando o mercado de saúde. Na hora que a sociedade precisar de um medico bom, um dentista bom, podem se preparar para abrirem as carteiras pois ninguém trabalha de graça

      • Em 16/03/2012, Edson David de Souza Ximenes escreveu:

        Senhores anestesistas,sou consumidor e não questiono o seu valor.As nossas reclamações são voltadas aos planos de saude que não pagam os seus serviços ou reembolsam valores muito abaixo dos valores cobrados ao paciente.Quando se contrata um plano de saude pagamos caro para nao ter despesas inesperadas quando preciso e que as vezes são impossiveis de se honrar.Voces em suas respostas sempre querem valorizar o seu serviço e esta não é a questão aqui. Nós queremos que os legisladores ou a justiça interfiram nesta questão e definam uma regra definitiva para este impasse que está prejudicando o usuário e se depois disto houver algum tipo de resistencia que se puna por exemplo o profissional cassando-lhe o direito de clinicar ou retirando o direito de trabalhar no INSS pois, lá eles aceitam trabalhar ganhando menos.E usuarios, por favor, não aceitem isto como normal,vamos nos unir.A questao é, os Planos de Saude tem de pagar o total da operaçao cirurgica sem custos adicionais ao cliente

      • Em 25/05/2012, Camila Oliveira escreveu:

        Os anestesistas não dão a opção. Essa é a questão. Pra mim, são pessoas que querem é enriquecer às custas da doença alheia quem cobra R$2000 a R$10000 reais por um trabalho como esse. Tô aqui desesperada porque minha mãe precisa fazer uma cirurgia de emergência e tenho que pagar R$400 semana que vem. E pronto e acabou. Tenho que me virar ou minha mãe pode ficar cega. Isso é medicina? E olha que sou engenheira, bem ou mal, tenho alguma condição financeira razoável, mas R$ 400 reais em UMA SEMANA pra levantar, assim, do nada? Isso é tudo, menos medicina.

      • Em 15/06/2012, Bruno escreveu:

        Urariano, o Bradesco pode usar sua tabela AMB 90 para remunerar quaisquer outras especialidades, menos para os anestesistas. Para eles a tabela é a CBHPM de 2010. Você está desinformado, meu caro. TODOS os convênios credenciados com a COOPANEST adotam, por contrato, a tabela CBHPM. Isso acontece por uma razão muito simples: os anestesista não aceitam receber seus honorários por uma tabela de 20 anos atrás. Outros convênios se descredenciaram pois não aceitavam reajustar os honorários dos anestesistas anualmente, ainda que reajustem as mensalidades de seus usuários. Bradesco e Sulamérica passaram um longo tempo descredenciados, mas as negociações foram favoráveis aos dois lados - como deve ser sempre - e seus usuários não sofrem mais essa situação desagradável pela qual você passou.

      • Em 15/06/2012, Bruno escreveu:

        Apenas a título de esclarecimento: A Agência Nacional de Saúde estabelece multa de 50 mil reais ao plano de saúde que, ao celebrar contrato com o seu usuário, não dispuser de profissional credenciado para prestar o atendimento contratado, nem reembolsar INTEGRALMENTE os valores cobrados do atendimento particular aos seus usuários. Isso é lei. O paciente tem seu direito assegurado pela ANS. Quem não cumpre a lei é o Plano de Saúde, que teima em reembolsar o usuário valores arbitrários (na maioria das vezes inferiores aos valores cobrados pelos profissionais). Já o médico não é obrigado a ser credenciado a nenhum plano de saúde. E os bons, estão deixando mesmo de ser. Médico descredenciado significa MÉDICO PARTICULAR. E eticamente o médico não pode ir de encontro aos interesses de sua categoria de classe, sobretudo no que diz respeito à luta por melhores honorários e condições de trabalho.

      • Em 15/06/2012, Bruno escreveu:

        Apenas 15 planos de saúde estão descredenciados da COOPANEST. A grande maioria está regular. Isso denota responsabilidade na negociação dos honorários por parte da COOPANEST. Nenhum valor exorbitante é imposto aos planos de saúde. Tampouco é interesse dos anestesistas estarem descredenciados e atendendo por reembolso. Isso acarreta 90% dos problemas que se tem hoje em Recife entre esses profissionais e seus pacientes.

      • Em 16/06/2012, Renato Brasil escreveu:

        Caro Sr. Uraniano, Gostaria de informá-lo que a informação de que a CASSI oferece CBHPM 5a. edição não é verdadeira. esse convênio paga AMB 1990. Não acredite em planos de saúde. O que o Sr. faria se o seu salário fosse diminuído ao que o Sr. ganhava em 1990 mesmo sabendo que seu patrão aumenta seus ganhos todo ano?

      • Em 17/06/2012, rodrigo escreveu:

        triste essa situação... a maioria acha justo pagar 300 reais por um bom tratamento de salão de beleza, porém não se dispõe a nada em questão de saúde. aqui em são paulo a situação é muito pior, convênio repassam 50 reais por uma cirurgia na qual o anestesiologista fica responsavel por tentar manter estável todos os parâmetros vitais do paciente a qualquer custo. triste... enquanto isso seremos refém da mediocridade por todos os lados, do lado dos convenios, do lado da sociedade, do lado dos médicos... etc

      • Em 18/06/2012, Eliakim Araujo escreveu:

        Tendo em vista o tom agressivo, e até ameaçador ao colunista, determinei que só sejam postados os comentários que contenham argumentos e informações concretas que ajudem no esclarecimento do assunto objeto da presente coluna. Editor do Direto da Redação.

      • Em 08/01/2013, Paulo escreveu:

        Pessoa da família, pobre, se matando para pagar o convênio que custa mais de mil reais e terá que pagar 350 para um anestesista. Algo errado acontece, se sobrou para a conta para um cara de 94 anos que ganha mensalmente, quase o preço do convênio, não acham?

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