• Publicado em 19/01/2012

    Sinais animadores

     

     .

    Bristol (EUA) – A economia americana começa a dar alguns sinais de melhora, o que é uma grande notícia neste ano eleitoral para o presidente Barack Obama. Às voltas com um tenaz obstrucionismo por parte de deputados e senadores do Partido Republicano, Obama partiu para tomar providências contra o desemprego através de medidas que não dependem do Legislativo.

    Uma delas seria a facilitação da entrada nos Estados Unidos de brasileiros, chineses e indianos, provenientes de países emergentes que se tornam importantes para a indústria do  turismo, sobretudo em estados como a Flórida.

    O grande erro de Obama, no começo de sua administração, foi o bom mocismo, procurando apoio por parte de um Partido Republicano disposto, desde o primeiro momento, a se opor a todas as suas iniciativas, como ficou claro com a chamada Lei do Estímulo e com a reforma dos planos de saúde.

    Os republicanos jogaram suas fichas em uma economia fraca, em recessão, com grande número de desempregados. Para eles, e para seus aliados do Tea Party, quanto pior melhor, em sua  tentativa de reconquistar o poder.

    As perspectivas para Obama se tornam melhores quando a economia se recupera, porque é difícil para os republicanos criticá-lo em assuntos de segurança nacional, onde ele vem obtendo sucessos como o da eliminação de Osama bin Laden.

    Outro ponto em favor de Obama é a fraqueza dos pré-candidatos republicanos,  totalmente despidos de carisma. O grande favorito, Mitt Romney, é antipatizado até por grande número de eleitores do partido. Com a desistência do governador texano Rick Perry, há agora um esforço para tornar Newt Gingrich uma alternativa aceitável.

    Gingrich porém carrega muita bagagem, sobretudo para os eleitores evangélicos, com sua vida particular tumultuada por adultérios e divórcios, condenações por falta de ética e conflitos de interesse.

    Ron Paul, um candidato kamikaze que pretende abolir o Federal Reserve, e Rick Santorum, o homem que se opõe até a pílulas anti-concepcionais, são totalmente inviáveis.

    Mitt Romney é como a biruta meteorológica, pronto a mudar de direção, opinião e convicções a qualquer momento. Milionário especialista em liquidar  empresas e demitir empregados para auferir lucros, está agora enredado com a notícia de que paga apenas 15% de imposto de renda, enquanto para a maioria dos americanos a incidência vai de 25% a 35%.

    Entre outras coisas, ele se beneficia de um “loophole”, um buraco na legislação, que lhe permite pagar uma percentagem menor não apenas sobre seus investimentos como sobre o lucro que aufere gerenciando investimentos alheios.

    Nesses tempos do “Occupy Wall Street”, Mitt Romey é o retrato perfeito do 1% dos super-ricos, em contraste com os 99% do resto da população.

    (Na foto, Mitt Romney, à esquerda, e Newt Gingrich)

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    • Comentário

      • Em 20/01/2012, ricardo carvalho escreveu:

        É inacreditável como as religiões ao longo de seculos produzem e/ou abrigam todo tipo de doido que por elas ou em nome delas tomam atitudes totalmente insanas. Tenho certeza que aqueles quatro rapazes que urinam no inimigo, na foto que ilustra o artigo anterior, são no dizer deles "tementes a DEUS" vão a missa ou ao culto todo domingo e rezam fervorosamente. De um lado, doidos que se explodem, do outro doidos que matam e urinam em cima e para dirigi-los, doidos que acham que eles estão certos. Mundinho complicado esse do seculo XXI.

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