No Rio, a guarda municipal age com toda a energia para coibir abusos nas praias. No fim de semana, uma mulher foi advertida pelos policiais por estar passeando com seus três cachorrinhos da raça “poodle” na Praia do Pontal. A mulher tentou argumentar: “mas o que é que esses três inocentes cãezinhos têm de perigosos? Eles não atacam ninguém!” . O policial foi inflexível: “ordens são ordens e os banhistas na praia não podem ser incomodados”. O bate-boca cresceu, a mulher disse alguns desaforos para os policiais e acabou indo parar na delegacia, onde foi autuada por ofensa e desacato. "
Como seria bom se a nossa polícia fosse assim, rápida e eficiente. Não só com os “poodles” e sua dona, mas também com os assaltantes, sequestradores e traficantes. É ou não é?
Por falar em Praia do Pontal, esta colunista passou por uma situação de risco naquele local há uns seis anos. Enquanto eu acompanhava uma sessão de fotos de minha filha na praia, assaltantes arrombaram nosso carro no estacionamento e levaram tudo o que puderam, documentos, cartões, telefone celular, etc.
Depois de esperar muito tempo, apareceram dois policiais com cara de poucos amigos e pouca vontade de trabalhar.
Com ar displicente, me informaram que eu teria que ir à delegacia mais “próxima”, a uma meia hora dali, para fazer o BO (Boletim de Ocorrência), mas já foram avisando na maior cara de pau que nada poderia ser feito, “porque roubos iguais ao meu eram frequentes na área” e praticados por quadrilhas, “algumas até conhecidas da polícia”. Minha vontade foi de esganar os policiais. Se sabem quem são os bandidos, por que não os prendem?
Não sei se agi certo ou errado, mas é claro que não fui à polícia registrar a queixa. Pra quê? Se os próprios policiais dizem que não poderiam fazer nada! Além do mais, entrar numa delegacia de polícia carioca dá sempre um estresse, mesmo que você seja a vítima.
Bem, isso foi há algum tempo. No caso dos “poodles” infratores, não sei quais foram as ofensas proferidas pela dona, mas o que se espera é que a eficiência da polícia em prendê-la se estenda a outros crimes, bem mais graves, que afligem a população do Rio.
Espero, também, que ninguém veja no meu comentário uma defesa cerrada dos cães que sujam as praias e incomodam os banhistas. Nada disso. O que eu gostaria de ver é essa mesma eficiência na proteção dos banhistas estendida a todos os cidadãos cariocas, mesmo os que não vão à praia e são assaltados dentro de casa.
Que o “piti” da dona dos cachorrinhos da Praia do Pontal não tenha sido em vão!!!
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